segunda-feira, 8 de junho de 2015

Infinito

Eu já tinha lido, visto e ouvido, muitas coisas que tentavam descrever o infinito. Certas definições eram aceitáveis, mesmo que clichês, outras eram sem sentido e algumas raramente, na teoria, eram totalmente corretas. Mas eu queria mais, minha curiosidade ia muito além de livros e frases feitas. O infinito era de fato, algo inesgotável, em algumas hipóteses. O amor, geralmente, se encaixa neste contexto, mas em alguns casos, é pura utopia, cria e fantasia-se lugares, que as mãos não podem alcançar. Mas nas aventuras, amizades e descobertas, só tem fim se a gente quiser. Existem tantas comparações, que passei uma tarde, definindo em escalas o conceito de infinito, em minha cabeça. A noite chegou e eu só notei, porque abri as venezianas, a lua estava enorme, iluminando a colina, que me saudava com uma bela vista, todos os dias. Decidi ir até lá, sentei no topo e fiquei observando a lua, depois andei mais para baixo e entrei em um caminho todo florido, fascinada com a cor que as flores ganhavam, com a luz do luar. Fixei meu olhar no final do caminho, até minha mente definir por si só, a própria definição de infinito. Ao fim de minha transição, entre o real e imaginário, descobri que o infinito era só uma palavra criada para a extensão de ações e mundos que não se pode tocar e cruzar.

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